11 novembro, 2014

seleção:novos super esportivos

Lamborghini Huracan
A nova macchina de Sant'Agata Bolognese chega com credenciais para honrar o legado da Gallardo
Por Vitor Matsubara | 20/12/2013
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  • A nova fera da Lamborghini chegou. A Huracan LP 610-4 estreia com tudo para marcar história, a exemplo de sua antecessora Gallardo. O nome, que significa "furacão" em espanhol foi uma surpresa, já que rumores indicavam que a nova criação da marca italiana se chamaria Cabrera.


Impulsionada por um motor 5.2 V10, ela despeja 610 cv a 8.250 rpm, com torque máximo de 57,1 mkgf a 6.500 rpm. Com 1.422 quilos, ele leva apenas 3,2 segundos para ir de 0 a 100 km/h, precisando de 9,9 segundos para acelerar de 0 a 200 km/h. Como era esperado, conjunto já atende às normas de emissões de poluentes Euro 6, com um consumo médio de 7.9 km/l. A transmissão é automatizada de dupla embreagem, com trocas sequenciais realizadas por borboletas atrás do volante.



Bastante ousado, o interior lembra a cabine de um caça, desde a disposição dos instrumentos no painel até o desenho dos interruptores, que simula um interruptor de aviação. No console central há uma tela de 12,3 polegadas, que exibe diversas informações do sistema de entretenimento e computador de bordo.



O aspirante a piloto poderá escolher entre três modos de condução: Strada, Sport e Corsa, sendo este último completamente voltado para o uso em pista. Para garantir a segurança dos ocupantes mesmo em alta velocidades, o Huracan vem com discos de freio de carbono-cerâmica.



A lista de preços da Huracan será revelada em março de 2014, mais precisamente durante o Salão de Genebra, quando o bólido será apresentado oficialmente ao público.

27 fevereiro, 2014

VW UP!-será que o novo subcompacto da vw vai fazer o mesmo sucesso do antigo fusca?

A VW apresentou o Up! como marco de uma nova fase da empresa no país. Mas esse modelo pode se tornar uma referência não só para a VW como também para a concorrência. Submetido ao teste de impacto do Latin NCAP, o compacto conquistou a maior pontuação já obtida por um modelo de fabricação nacional, conseguindo 5 estrelas para proteção de adultos e 4 para crianças.Até o fechamento desta edição, a fábrica não havia anunciado seus preços. A única informação divulgada era um lacônico "na faixa de 29000 reais", para a versão de entrada. Mas, apesar de não conhecer os valores precisos da linha, é possível dizer desde já que o Up! quebra o padrão de que no Brasil carro seguro é carro caro.

A partir de agora, a própria VW e as rivais que não quiserem ficar em desvantagem terão que caprichar no desenvolvimento dos novos projetos, uma vez que o desempenho do Up! no Latin NCAP superou até mesmo modelos de segmentos superiores como o VW Jetta, que é um sedã médio. O Jetta, também conseguiu 5 estrelas para a proteção de adultos e 4 para a de crianças. Mas, examinando a pontuação que resulta nas estrelas, dos 17 pontos possíveis na segurança dos adultos, o Up! fez 15,86 e o Jetta, 15,34. E dos 49 pontos relativos às crianças, o Up! ficou com 39,54 e o Jetta, 39,20. Obviamente, existem outros atrativos para o consumidor, como o preço, por exemplo, que no segmento de entrada decide a compra. Mas a aposta daVW é que a segurança tende a ser cada vez mais valorizada.

O Up! começa a ser vendido em março, já como linha 2015. Serão seis versões: Take Up!, Move Up!, High Up!, Black Up!, Red Up! eWhite Up!. A unidade mostrada aqui é a top de linha White Up!, que oferece padrão de acabamento superior e itens de série como direção elétrica, computador de bordo, sensor de estacionamento, ar-condicionado e som. Desde a versão básica, porém, o Up! já conta com um bom pacote de segurança: coluna de direção deformável, alerta para o uso dos cintos de segurança, acionamento automático das luzes de freio nas desacelerações bruscas e fixação de cadeirinha Isofix, com ancoragem superior Top-tether, além dos obrigatórios airbag eABS.

Além dos dispositivos de segurança, a versão de entrada herda também motor flex (1.0 12V de três cilindros e 82 cv com etanol), os sistemas de suspensão, de freio e de direção (sem assistência) e a estrutura da carroceria. Construída com aços de alta e ultrarresistência, foi essa parte do carro que fez a diferença no Latin NCAP, absorvendo a energia das colisões, apesar de suas dimensões compactas.

Nesse aspecto construtivo, o VW Up! dita novos padrões, uma vez que, ao aumentar a rigidez da carroceria, os chamados aços especiais também contribuem para a dirigibilidade do veículo (a carroceria mais estável favorece o trabalho da suspensão), para o conforto a bordo (pelo mesmo motivo e também pela redução do nível de ruído interno) e para a redução do consumo de combustível e emissões (por serem mais resistentes, os aços permitem um design mais racional com a eliminação de peças que seriam necessárias em estruturas convencionais).

Pudemos verificar esses benefícios em nossa avaliação do Up!, feita em dois momentos: na apresentação organizada pela fábrica, em um autódromo particular, e dias depois na pista de testes, onde foram feitas as medições de desempenho. No autódromo, o Up! demonstrou ser um carro o tempo todo na mão e no chão, obediente e estável.

No campo de provas, ele apresentou o bom rendimento já verificado no VW Fox 1.0 Bluemotion, que usa o mesmo motor EA-111. O Up! acelerou de 0 a 100 km/h em 15,1 segundos, retomou de 60 a 100 km/h em 14,9 segundos e freou de 0 a 80 km/h em 27,8 metros. Nas medições de consumo, ele ficou com as médias de 9 km/l na cidade e 11,4 km/l na estrada - sempre com etanol. No programa de etiquetagem do governo, com as médias de 9,1 km/l na cidade, e 9,9 km/l na estrada, o Up! conseguiu nota A, a melhor possível, consagrando-se como o carro mais econômico do país, entre os modelos equipados com ar-condicionado e direção assistida.

O design foi elaborado pelo brasileiro Marco Pavone, funcionário do departamento de design da VW alemã. Seu estilo é simples, com linhas limpas e, justamente por isso moderno. Apesar da semelhança com a versão europeia, lançada em 2011, a brasileiro traz importantes diferenças. A principal alteração está no comprimento da carroceria, que é 6,5 cm maior no modelo nacional. O aumento ocorreu a partir do eixo traseiro, mas a VW diz que o carro é inteiramente novo desde a coluna central. Essa mudança foi feita com o objetivo de conseguir maior espaço na traseira tanto para bagagem quanto para abrigar um tanque de combustível maior e um estepe igual aos outros pneus do carro e assim adequar a vocação do carro: na Europa, ele é um segundo automóvel da casa, com uso predominantemente urbano. Por aqui, poderá ter esse papel, mas precisará também satisfazer outras necessidades, como carro de família, usado no dia a dia e nas viagens de fim de semana, queimando etanol.

Por essa razão, no Velho Mundo o reservatório de 35 litros é suficiente, o estepe pequeno, de uso temporário, cumpre sua função e o porta-malas para 211 litros de bagagem satisfaz o usuário. Por aqui, porém, o tanque precisou ser ampliado para 50 litros, o porta-malas cresceu 64 litros (chegando a 285) e o estepe foi substituído por um pneu comum - 165/80 R13, no caso da versão equipada com rodas de aro 13, e 175/70 R14 para os carros com aros de 14 e 15 polegadas, com o mesmo diâmetro dinâmico de 612 mm.

Os vidros traseiros do carro alemão de quatro portas são basculantes, mas os do nosso abrem-se verticalmente, como os dianteiros. E a tampa do porta-malas, que na Europa é de vidro, por aqui é de aço e vidro. Segundo a VW, serve para reduzir o custo do reparo, no caso de colisão. Nesse aspecto, aliás, a fábrica fez bonito na avaliação do Cesvi, na qual o Up! se consagrou com o dono do menor custo de reparação do país, com índice 11, bem à frente do segundo colocado, o Citroën C3, com índice 14 (quanto menor o índice menor, o custo de repação).

Internamente, a novidade é o banco inteiriço na traseira, onde oficialmente se acomodam três pessoas, enquanto na Europa há dois assentos individuais. Na prática, porém, o espaço traseiro é sofrível, principalmente na posição central, onde a conformação do banco não acomoda bem uma pessoa e o túnel central a obriga a ficar com um pé para cada lado dessa elevação. Na dianteira, o espaço é bem resolvido. A posição de dirigir é correta, os comandos são acessíveis e a visibilidade, ampla.

Com características que podem agradar tanto ao pai de família quanto ao jovem descolado, o Up! depende da estratégia de posicionamento da fábrica para ter sucesso.Vai ser preciso preparar o consumidor para o espaço interno, que está longe de ser generoso. E também cuidar do preço - é possível que a versão equipada seja uma das mais caras do segmento. O bom disso tudo é que o Up! põe a segurança na pauta do dia.


ESTRUTURA


Segundo a VW, o Up! tem 76% de sua estrutura construída com aços de alta (as partes vermelhas, azuis e amarelas) e ultrarresistência (roxas). Esses aços especiais são obtidos a partir da mistura de elementos, como o boro, e processos de formação a quente, o que aumenta sua rigidez. Além de garantir maior resistência para o conjunto, com ganhos tanto para a segurança quanto para a rigidez torcional, os aços especiais contribuem para reduzir o peso dos veículos. No caso do Up!, de acordo com a fábrica, a estrutura ficou 14 kg mais leve, em comparação a uma construção com aço comum. Segundo especialistas, a aplicação de aços especiais na indústria brasileira é de 8%, em média. Entre os importados é comum taxa acima de 50%.


CRASH-TEST


Pelo padrão de avaliação do Latin NCAP, o Up! foi submetido a um impacto frontal, a 64 km/h, e outro lateral, a 50 km/h. Como resultado, o Up! obteve a nota máxima, de 5 estrelas para proteção de adultos e 4 para crianças, o que é a melhor pontuação já divulgada pela entidade para um veículo nacional. Segundo a Volkswagen, a quinta estrela para a segurança das crianças só seria possível de ser conquistada se o Up! tivesse dois assentos infantis (elevatórios) integrados ao veículo e capacidade para acomodar três cadeirinhas fixadas pelo sistema Isofiz simultaneamente. O Up! recebe duas cadeirinhas com Isofix e ancoragem superior Top-Theter.


PNEUS


Dependendo da versão, o Up! pode vir com rodas aro 13, 14 ou 15. Como o diâmetro externo é sempre igual, cada roda tem uma medida de pneu diferente, o que altera o comportamento do carro. Com o 165/80 R13 , o Up! se torna mais confortável, por conta do perfil mais alto, e ganha rendimento (desempenho e consumo) em razão da menor área de contato da banda. Já com o 185/60 R15 o carro fica mais esportivo, com a direção mais precisa, a suspensão mais firme e as frenagens mais eficientes, graças à banda mais larga e ao perfil mais baixo. Com a medida 175/70 R14, o comportamento fica em um nível intermediário entre os outros dois.


NOMES E CORES

A Take Up! é a versão básica. Tem rodas de aço aro 13 com calotas, direção sem assistência e maçanetas e retrovisores pretos. A Move Up! é mais equipada (com rodas aro 14, maçanetas e retrovisores na cor do veículo) e possui uma lista de opcionais maior, com direção elétrica, central multimídia, ar-condicionado e sistema de som. Um degrau acima, vem a High Up!, com direção elétrica, bancos de tecido superior e rodas de liga de 15 polegadas. As outras três, Black Up!, Red Up! e White Up!, no fundo são a mesma versão, diferenciando-se nas cores. A White Up! tem rodas brancas e as outras têm rodas cinzas, com calotas centrais pretas ou vermelhas - a VW diz que criar identidade própria valoriza o carro na revenda. Seus opcionais são central multimídia e bancos que imitam couro. O comprador dessas versões só tem três opções de cor: preto, vermelho e branco. Para as demais, há dez opções no catálogo, passando por tons de prata, cinza, azul, amarelo, vermelho.


DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO 

Estável e obediente, o Up! se comporta como um típico VW, com calibragens firmes, quase duras. Mas sem ficar necessariamente desconfortável.


MOTOR E CÂMBIO

Motores e transmissão cumprem bem seu papel. Apesar de ser 1.0, seu rendimento chega a empolgar.


CARROCERIA

Estilo moderno, construção leve e segura e manufatura de qualidade.


VIDA A BORDO

Para o motorista, a posição de dirigir é boa e a ergonomia bem projetada. Atrás, só cabem dois adultos.


SEGURANÇA

Tem ABS e duplo airbag (obrigatórios), BAS e sistemas de alerta para uso dos cintos. O ESP seria bem-vindo.


SEU BOLSO

Por 29 000 reais, a versão de entrada está longe de ser uma pechincha, no segmento. Oferece boa relação custo-benefício para quem valoriza segurança. Tem três anos de garantia.


OS RIVAIS


Sem conhecer os preços das diferentes versões é difícil apontar os rivais exatos do Up!, mas é certo que ele vai enfrentar a artilharia da concorrência, com opções mais baratas, como o Palio Fire, mais espaçosas, como o Renault Logan, e com motores maiores, como o Toyota Etios. Além desses inimigos, ele não poderá descuidar do fogo amigo de Gol e Fox. Segundo a VW, algum atrito entre os irmãos já é esperado. No longo prazo, o Up! terá diante de si novidades desenvolvidas sob medida para o segmento, seguindo o receituário sustentável, com dimensões compactas e motores de três cilindros, como o novo Ford Ka e seus correspondentes das linhas Fiat, Chevrolet e Peugeot-Citroën, sem falar nos chineses carregados de equipamentos. Como se vê, a briga promete ser boa.

FOX Bluemotion | R$ 33 060

Motor: diant., transv., 3 cil., 999 cm³, 12V, 82/75 cv a 6 250 rpm, 10,4/9,7 mkgf a 3 000 rpm
Câmbio: manual, 5 marchas, dianteira
Dimensões: comprimento, 382 cm; largura, 166 cm; altura, 154 cm; entre-eixos, 246 cm; peso, 993 kg; porta-malas, 260 l
Principais itens de série: airbag, ABS, EBD, direção elétrica, limp. traseiro

HB20 1.0 12V Comfort | R$ 34 615

Motor: diant., transv., 3 cil., 998 cm³, 12V, 80/75 cv a 6 200 rpm, 10,2/9,4 mkgf a 4 500 rpm
Câmbio: manual, 5 marchas, dianteira
Dimensões: comprimento, 390 cm; largura, 168 cm; altura, 147 cm; entre-eixos, 250 cm; peso, 1 007 kg; porta-malas, 300 l
Principais itens de série: airbag, ABS, direção hidráulica, ar-condicionado, comp. de bordo

LOGAN 1.0 16V Authentique | R$ 28 990

Motor: diant., transv., 4 cil., 998 cm³, 16V, 77/76 cv a 5 800 rpm, 10,1/9,9 mkgf a 4 350 rpm
Câmbio: manual, 5 marchas, dianteira
Dimensões: comprimento, 428,8 cm; largura, 174 cm; altura, 153,4 cm; entre-eixos, 263 cm; peso, 1 025 kg; porta-malas, 510 l
Principais itens de série: airbag, ABS, conta-giros, calota, preparação para som

TOYOTA ETIOS 1.3 | R$ 29 990

Motor: diant., transv., 4 cil., 1 329 cm³, 16V, 90/84 cv a 5 600 rpm, 12,8/11,9 mkgf a 3 100 rpm
Câmbio: manual, 5 marchas, dianteira
Dimensões: comprimento, 378 cm; largura, 170 cm; altura, 151 cm; entre-eixos, 246 cm; peso, 915 kg; porta-malas, 270 l
Principais itens de série: airbag, ABS, bancos rebatíveis, imobilizador


VEM POR AÍ


No segundo semestre, a família cresce: chegam as versões com carroceria de duas portas, com câmbio automatizado e a aventureira Cross Up!.


Em 2015, é a vez do VW Taigun, SUV derivado do Up! (plataforma PQ12). Menor que o Ford EcoSport, poderá ter motor 1.0 TSFI de 110 cv.


VEREDICTO

O Up! é bonito, econômico e estabelece novos padrões de segurança para o mercado. Tem tudo para agradar a um jovem solteiro ou a uma família pequena. Mas seu sucesso depende do posicionamento que a fábrica vai lhe dar.

o Cavalo brasileiro-Part. 1

A história da linha Corcel, um médio de sucesso da Ford que marcou três décadas

Na TV, a publicidade mostrava-o correndo entre um Ford Mustang e um Mercury Cougar. O Ford Corcel -- como o Mustang, batizado com o nome de um cavalo -- avançava entre os dois vigorosamente. Fazia malabarismos dignos de carro esporte. A música da trilha sonora da propaganda era de Emerson, Lake and Palmer, grupo famoso de rock, do disco Pictures at an Exhibition.


O primeiro Corcel, em 1968, foi o sedã quatro-portas (ao lado), vindo o cupê (acima) dois anos depois. Eram modernos, econômicos e espaçosos para a época

Até 1968 a Ford Brasil, que havia adquirido há pouco a Willys-Overland do Brasil, fabricava aqui um sedã de grande porte, o luxuoso Galaxie 500 de origem norte-americana, os picapes F100 e caminhões médios e grandes. Não tinha ainda nenhum modelo de automóvel que pudesse ser adquirido pelo grande público, um carro com dimensões compactas, simples, de bom desempenho, moderno e familiar.

A Willys, em parceria com a Renault, estava desenvolvendo o projeto "M" de carro médio. Lá na França daria origem ao bem sucedido R12. Aqui, sua carroceria seria diferente, mais adequada ao gosto brasileiro. A plataforma e o conjunto mecânico foram projetados pela fábrica francesa, que era líder de vendas naquele país.

Em dezembro de 1968, no VI Salão do Automóvel, já realizado no palácio de exposições do Anhembi, em São Paulo, foi apresentado o Ford Corcel com carroceria três-volumes de quatro portas. Junto dele também faziam sua estréia o Volkswagen 1600 quatro-portas, seu concorrente direto, que posteriormente seria apelidado de "Zé-do-caixão" devido às formas quadradas e a sua morte prematura, e o Chevrolet Opala, maior que estes e posicionado em outro segmento.

O bom desempenho nas vendas, esperado do pequeno Ford, confirmou-se. No primeiro mês de produção foram vendidos 4.500, e perto de 50 mil já em 1969. O Corcel trazia inovações tecnológicas inéditas no Brasil, como circuito selado de refrigeração e coluna de direção bipartida. A estrutura era monobloco e a tração, dianteira, como nos DKW-Vemag, mas com um sistema bem mais moderno.

O curso da suspensão, mais longo que o do R12, era adequado a nosso solo. Tinha suspensão e freios que traziam segurança e estabilidade, mais apreciadas que em seus concorrentes. As rodas de aro 13 polegadas tinham apenas três elementos de fixação, uma herança Renault. O motor de quatro cilindros, longitudinal, com cinco mancais de apoio do virabrequim -- diferença para o anterior do Dauphine/Gordini, que usava apenas três --, tinha 1,3 litro de cilindrada e apenas 68 cavalos brutos de potência. Não era suficiente para o peso de 930 kg do carro, como se comprovaria mais tarde.

Sua suspensão dianteira independente, por dois braços transversais superpostos, era uma autêntica "pegadinha": como a mola helicoidal ficava sobre o braço superior e apoiava-se na caixa de roda, mais acima, muita gente boa acreditava que se tratava de uma suspensão McPherson. Era uma suspensão macia e robusta ao mesmo tempo.

Internamente tinha acabamento simples, mas correto. O espaço interno era muito bom para os padrões da época, a posição de dirigir e a visibilidade ótimas. Mas a alavanca de mudança "espetada" no assoalho dianteiro costumava ser criticada. Já o porta-malas dispunha de bom espaço para bagagens. O capô do motor adotava abertura de trás para frente, revelando preocupação com a segurança -- em caso de destravamento acidental, tenderia a se manter fechado pelo ar que passava pelo veículo em movimento. Só que as manutenções tinham de ser feitas pelos lados.

Essas manutenções não demoraram a surgir, mas no eixo dianteiro. Problemas no alinhamento do sistema de direção traziam desgaste prematuro dos pneus, ainda de construção diagonal. Aliás, as juntas homocinéticas vez por outra davam algum trabalho aos donos do carro.

Em 1970 o americano Joseph W. O'Neill assumia a direção da Ford no Brasil, no lugar de William Max Pearce, que dera o arrancada ao projeto Corcel. O novo comandante queria a solução destes problemas -- e rápido. Foi constatado que o desalinhamento da direção estava relacionado à regulagem complicada da convergência das rodas dianteiras.


Vauxhall Astra VXR revela extrema

Salão de Genebra estréia pela escotilha Astra VXR poderoso com teto de fibra de carbono e rodas. Poderia fazer produção limitada, diz Vauxhall

Frente Vauxhall Astra Extrema
Astra Extreme utiliza motor turbo de 2.0 litros de VXR bombeada para cima além 300bhp


A empresa disse que vai formar a base para um modelo de produção de baixo volume se a reação é positiva o suficiente para o carro de espetáculo.
Isso é mais do que provável, dada a especificação. The Extreme utiliza uma versão do 2,0-litro motor turbo a gasolina do VXR subiu no poder de sua 276bhp padrão para 300bhp passado para torná-lo o mais poderoso motor de quatro cilindros a empresa já produziu. É acoplado a uma caixa de seis velocidades com potência enviada para as rodas dianteiras, mas todas as questões de tração deve ser debelada pela adição de um diferencial de deslizamento limitado.
 desempenho será melhorado graças a uma redução de peso que corta 100 kg do VXR atual. Isso é conseguido com o uso extensivo de leve de fibra de carbono, a partir do qual Vauxhall fez com que o telhado, a asa traseira, difusor traseiro, spoiler dianteiro, capô, suspensão cross-órtese, tampa do motor e até mesmo as rodas. O carro também perde seus bancos traseiros.
Por causa do material de trocar o telhado agora pesa apenas 2,6 kg, em comparação com 9,3 kg de o telhado de aço. Outras mudanças incluem materiais trocar as asas de aço para as de alumínio, que pesam apenas 800g cada comparado a 2,6 kg para os itens de emissão padrão.
Não há números de desempenho têm sido dadas para o carro, mas espera que o 0-62mph tempo sprint para ser cortado a partir de 5,9 segundo traço do VXR para cerca de 5,0 segundo mortas.

De acordo com a Opel, a economia de peso, também vai melhorar muito a manipulação, que foi reforçada pela utilização de amortecedores ajustáveis. Travagem será muito melhor também graças a grandes discos de 370 milímetros na frente sentados atrás das rodas 19in.
O show de carro apresenta um roll-cage integrado, bancos de corrida na frente, e chicotes de seis pontos. O carro inteiro tem seus orgins na pista e é derivado do carro de corrida Astra Copa que competiram em Nürburgring Endurance Championship do ano passado.
O Vauxhall Astra VXR Extrema fará a sua estreia no Salão do Automóvel de Genebra, em 4 de março.

22 fevereiro, 2014

Hyundai manda imagens oficiais do Intrado concept

As primeiras imagens oficiais do Hyundai Intrado concept estão circulando pela Internet nesta sexta-feira (21). Este deverá ser mais um modelo a estrear junto ao público durante o Salão de Genebra, com abertura prevista para 6 de março.



Pelo que pode ser visto nas fotos, o crossover de três portas tem visual bastante agressivo e futurista. A Hyundai já havia revelado que o Intrado concept contaria com a nova geração do sistema de célula de combustível, sendo abastecido com hidrogênio. Mais informações devem ser reveladas em breve.